NOVOS SANTOS: OS MARTIRES DE CUNHAÚ E URUAÇÚ SERÃO CANONIZADOS

Por Niely Silva

Na manhã do dia 23 de março uma noticia trouxe bastante alegria para a comunidade católica do RN, pois o Papa Francisco, em audiência junto ao prefeito da Congregação das Causas dos Santos, o cardeal Angelo Amato, S.D.B., autorizou os votos favoráveis da Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos Membros da Congregação sobre a canonização dos mártires de Cunhaú e Uruaçú, que foram assassinados por ódio a Fé no Brasil em 16 de julho de 1645 e 03 de outubro de 1645.

O Pontífice já havia deixado um clima de suspense no ar em 2015, quando falou da possibilidade da canonização, notícia transmitida a nós pelo Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, no encerramento dos festejos dos Protomártires do Brasil, em São Gonçalo do Amarante. A Equipe Suporte estava lá e presenciou este momento.

Segundo Dom Jaime, em entrevista a uma emissora da TV aberta de Natal, os Beatos André de Soveral e Ambrósio Francisco, sacerdotes diocesanos, e Mateus Moreira, Leigo, como também os 27 companheiros, Mártires, podem ser canonizados ainda este ano, mas não há data definida pelo Papa. “O Santo Padre vai convocar um consistório para oficializar a canonização dos nossos mártires”, disse ele.

Porém, já é motivo de grande alegria para a Igreja do Brasil, de maneira especial para os devotos dos mártires de Cunhaú e Uruaçú, que terão para si essa data como um símbolo histórico a honra dos Martires da Fé.

As etapas de um processo de canonização

Após sofrer algumas mudanças no processo, hoje em dia, os bispos tem total autoridade para promover uma causa de canonização; diferente de antigamente, onde quem apenas podia era o Papa. Deste modo, pode-se iniciar uma causa de canonização em qualquer diocese do mundo.

O bispo por sua vez, é encarregado de escolher para cada causa um postulador, que nada mais é do que uma espécie de advogado, que tem a missão de investigar detalhadamente a vida do candidato, a fim de conhecer sua fama de santidade. Ao dar início à causa, o candidato recebe o título de Servo de Deus, e o primeiro processo é o das virtudes ou martírio. Processo este bastante demorado. No caso de um mártir, estudam-se as circunstâncias que envolveram sua morte para comprovar se houve de fato o martírio. Ao final deste processo recebe-se o título de venerável. O segundo processo é o milagre da beatificação. Para tornar-se beato é necessário que se comprove um milagre ocorrido por sua intercessão, porém no caso dos mártires, não é necessário a comprovação de milagre. O terceiro e último processo é o milagre para a canonização. Ele tem que ocorrer após a beatificação para que, após comprovado a veracidade do milagre, o beato seja canonizado e por fim o novo Santo passa a ser universalmente cultuado. Fonte: Canção Nova

Posted in Igreja on Apr 09, 2017