Em meio as diversas realidades que estamos vivendo, enquanto Sociedade Brasileira, é perceptível a “falência” da Instituição Familiar. E com isso uma decadência das demais estruturas psíquicas que formam o caráter humano. Sabemos que se essas estruturas primárias não estiverem firmes, tudo que se constrói a posteriori será, cada vez mais, líquida e superficial. Amizades, relacionamentos, honestidades, lealdades, compromissos, solidariedades, entre outros. Por tanto, é urgente que voltemos nosso olhar para verificar a “tragédia” que está prestes a acontecer. Cabe a nós, que sabemos da importância da família, ligar o “sinal de alerta” e começarmos a fazer o caminho de volta, recolhendo, nesse trajeto, todas as preciosidades que não podem ser deixadas para trás, não podem, em hipótese alguma, serem vistas como algo ultrapassado, pois independente dos avanços tecnológicos e científicos, nada substituirá uma boa estrutura familiar de base. A família, de fato, é a primeira sociedade a qual o indivíduo, nasce, cresce e se forma.

Família
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Os adultos precisam entender que cumprir com essas funções não é um favor e sim um dever, inclusive instituído por lei. Porém, não deve somente atender as necessidades básicas dos indivíduos que ali nascem e sim atender as necessidades secundárias, que são os valores para a formação de cidadãos de bem, comprometidos em tornar o ambiente que vivem cada vez melhor para uma boa convivência entre todos. Esse é o papel da família, que não pode ser delegado para nenhuma outra instituição como a escola por exemplo, pois essa, por sua vez, tem um outro papel na formação do sujeito.

É no núcleo familiar que se aprende a ser “gente”, e nesse exercício fazem parte o sim e o não, a iniciação da aquisição da moral e ética, as frustrações e alegrias. Esses princípios embasados de afeto e confiança formará pessoas seguras, íntegras e equilibradas emocionalmente para exercer seu papel social.

Em paralelo a esses deveres familiares está a aprendizagem da fé, que é diferente para cada um, e que precisa ser respeitado. Criar filhos embasados num compromisso cristão ou religioso é fundamental para dar sentido a vida de uma maneira mais ampla. Crescer sabendo que tem um Deus que ama e cuida, gera um impulso motivacional que vai além das palavras ditas, torna-se fecundo e eficaz, por que passa a ter concretude. Essa prática é primordial, uma vez que o exemplo precisa andar lado a lado ao que é falado.

Tenhamos esperança na família, tendo como a Sagrada Família o maior exemplo a ser seguido, que não perpassa apenas por coisas positivas e sim por renúncias, tristezas e dores, na certeza que tudo passa, e quando partilhado e vivido em família torna-se menos árduo e mais leve para carregar, ultrapassar e vencer.

Quando Deus é o centro nada poderá destruir a família, conseguiremos cumprir nossa missão e seremos plenamente felizes. Que assim seja.

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